O Diário do Móvel é um blog destinado à contar a história do mobiliário e seu processo de evolução.
segunda-feira, 5 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O estilo Luís XIII durou do fim do século XVI até a subida de Luís XIV ao trono.
No inicio sofrendo as influências de estilo renascentista italiano, o estilo Luís XIII aparece com um aspecto pesado e redundante, reflete grandiosidade e excesso de ornamentos (influência do Barroco).
Os modelos hispano-flamengos e italianos dividiram a preferência dos decoradores da época e de seus clientes (príncipes, nobres e burgueses ricos). As paredes eram cobertas com pinturas enquadradas por estuques dourados, tapeçarias ou couro, com desenhos impressos, pintados e dourados. Embora já não houvesse tantos artistas italianos trabalhando na França, a Itália é ainda considerada grande inspiradora na arquitetura e na pintura e, além disso, haviam certos artigos tidos como especialidades italianas que os nobres faziam questão de possuir, tais como os espelhos de Veneza, veludos de Gênova e sedas de Milão. Os flamengos, principalmente pintores, gravadores e arquitetos, exerceram grande influência em toda a arte dessa época, sendo considerados os criadores da indústria de tapeçaria na França.
Já no final do reinado de Luís XIII, há uma redução gradual da influência estrangeira, tornando-se a arte mais grandiosa, elegante, suntuosa.
Já no final do reinado de Luís XIII, há uma redução gradual da influência estrangeira, tornando-se a arte mais grandiosa, elegante, suntuosa.
Os móveis mais usados eram: cabinetes, armário, cama, mesa e cadeira.
As cadeiras tornam-se mais numerosas, tendo os pés ligados por uma travessa e apoio para os braços em forma de osso de carneiro a estrutura é em geral quadrada,usa-se o estofamento fixo por tachas e terminado por uma franja que era moda também nas cortinas,há também grande variedades de cadeiras e banquinhos em X, a arca continua presente no mobiliário.Barroco
Conforme os Italianos o estilo Barroco surgiu de uma revolta contra a longa influência do classicismo.
O principal traço do barroco é a preferência por usar linhas curvas e muitos ornamentos , com contornos vigorosos e robustos, curvas exageradamente tortuosas, tinham liberdade de concepção e força dramática.
O início do barroco se deu na Itália no início do século XVI, e atingiu desenvolvimento no século XVII, que foi quando dominou toda a produção artística.
O Barroco mostrou bastante seu esplendor nos desenhos de interiores. Nas paredes que eram feitas de argamassa tinham composições mais livres e maiores do que a renascença. As aberturas tinham painéis de madeira maiores do que os do período anterior, também usavam ornamentos com incrustações de madrepérola e prata. As janelas, tinham venezianas de madeira e abriam para dentro. O piso era geralmente de tijolo, mármore ou ladrilho,também usavam bastante parque, mostrava desenhos mais em acordo com o novo estilo.
Assim como o interior dos ambientes Barroco, tinham muito ornamentos e exagero de curvas, os móveis deste período tinham exagero nas proporções. O Barroco era influenciado pelos estilos Luís XIV, Flamengo e Espanhol, no entanto mostra um sentimento muito humano, um impulso místico se manifestou na concepção dos espaços, mas não nos elementos construtivos e decorativos, animados com o sensualismo pagão.
Dentro das salas Italianas do século XVII, as peças mais importantes ficavam de encontro a parede e eram arranjadas com perfeita simetria e equilíbrio.
Os móveis deste período eram basicamente de talha dourada na sua tonalidade e que os pedidos são de bronze e marchetaria. Os móveis embutidos e folheados era reservado para áreas grandes. Uma das principais características dos móveis da época eram os colchetes de bronze dourado nas portas que eram bem reforçadas por eles, além de servirem como elemento decorativo.
Postado por: Thais Ribeiro
Vestuário Medieval
Vestuário Feminino
Desde a idade média a moda já existia, se mostrava nos vestidos, chapéus, sapatos, jóias, etc.
Basicamente as roupas da época eram bem volumosas escondendo o corpo quase que por inteiro, principalmente os das mulheres. Algumas mulheres que eram solteiras e jovens mostravam o colo com vestidos com decotes mais profundos. As roupas das mulheres eram compostas de roupa de baixo(umas calças curtas fofinhas), vestidos e saias bem longos e geralmente com tecidos sobrepostos, algumas mulheres usavam manto e aventais(principalmente camponesas). Uma das peças mais notáveis da época medieval são os variados tipos de chapéus, alguns meio quadrados, outros pontiagudos, e toucas com longas tiras.
Na época medieval as roupas e acessórios estavam bem ligados à classe social. A maioria das mulheres usavam azul real, bordô e vermelho escuro, mas geralmente as mais ricas preferiam o vermelho e o bordô com detalhes dourados, e tecido trabalhado. As ricas também eram notadas pelos vários acessórios, usavam leques e jóias.
Muitas casas tinham que ter suas abertura modificadas para ter espaço suficiente para as mulheres passarem com os vertidos.
Os cabelos presos identificavam as mulheres casadas já as solteiras usavam cabelos soltos e bem compridos.Haviam vários tipos de chapéu e toucas além de malhas de batalha no caso dos homens
Vestuário Masculino
Dentro do vestuário dos homens, se encontram meias longas, algumas até a cintura, e o gibão que era como uma jaqueta curta, chapéus, gorros , sapatos de pontas longas, e enfeites e acessórios, como botões e cintos. Usavam túnicas longas, xales ou mantos, e por baixo usavam túnicas, calções soltos, além de armaduras típicas para guerrear. Assim como as mulheres as roupas dos homens mostravam muito sobre sua condição financeira. Os homens usavam muito, lã, sedas, tecidos orientais e veludo. Usavam o cabelo geralmente crescido ou longo.
Postado por: Thais Ribeiro
Casas e Castelos
Existiam dois tipos de moradias na Idade Média: as casas e os castelos.
Nas casas moravam os camponeses, eram grandes ''galpões'', com pé direito alto e um buraco no centro do telhado para que saísse a fumaça da fogueira. Tudo era calculado para que a fumaça fosse direto para esta espécie de chaminé. Todos dormiam juntos, sem que houvesse paredes delimitando cômodos.
Nas casas moravam os camponeses, eram grandes ''galpões'', com pé direito alto e um buraco no centro do telhado para que saísse a fumaça da fogueira. Tudo era calculado para que a fumaça fosse direto para esta espécie de chaminé. Todos dormiam juntos, sem que houvesse paredes delimitando cômodos.
Nos castelos morava a nobreza, eram feitos de pedras, com paredes grossas e pequenas aberturas (para que, durante um combate, eles pudessem atirar através destas). Já eram divididas em ambientes, a iluminação era precária e a privacidade era maior do que nas casas.
Bruno Vieira
Arte bizantina
O termo arte bizantina refere-se à expressão artística de caráter religioso do Império Bizantino. No entanto, deve-se lembrar que esta tendência artística, por meio de influência político-religiosa, expandiu-se para regiões fora das fronteiras imperiais.
História
O crescente problema nas fronteiras causado pelos bárbaros, além de problemas dentro de Roma com o senado constantemente se envolvendo em questões relacionadas ao reinado dos imperadores, fez com que os imperadores optassem por outras cidades para serem sedes do império. O imperador Constantino I transferiu a capital do império para Bizâncio, antiga cidade renomeada mais tarde para Constantinopla. Neste local reúnem-se toda uma série de fatores que impulsionam a ascensão da nova expressão artística.
O movimento viveu o seu apogeu no século VI, durante o reinado do imperador Justiniano I ao qual se sucede um período de crise denominado Iconoclasta e que consiste na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito político entre os imperadores e o clero.
Após a crise iconoclasta, houve uma nova era de ouro da arte bizantina que se estendeu até o fim do império no século XV. No entanto, reminiscências desta arte permaneceram embuidas dentro da religião ortodoxa e em regiões como a Rússia que receberam grande influência da cultura bizantina.
Influências
A localização de Constantinopla permite à arte bizantina a absorção de influências vindas de Roma, da Grécia e do Oriente e a interligação de alguns destes diversos elementos culturais num momento de impulso à formação de um estilo repleto de técnica e cor.
A arte bizantina está intimamente relacionada com a religião, obedecendo a um clero fortalecido que possui, além das suas funções naturais, as funções de organizar também as artes, e que consequentemente relega os artistas ao papel de meros executores.
Também o imperador, assente num banco regimico teocrático, possui poderes administrativos e espirituais. Sendo o representante de Deus na Terra, é convencionalmente representado com uma auréola sobre a cabeça e não é raro encontrar um mosaico onde esteja representado com a esposa ao lado da Virgem Maria e o Menino Jesus.
Pintura
No século V, em Bizâncio, emergiu um novo império cristão que duraria mil anos, criando uma nova forma de arte, nascida do Cristianismo. Em Roma, nas antigas catacumbas cristãs, há uma série de murais que datam das perseguições aos cristãos nos séculos III e IV. São os primeiros exemplos de pintura no Período Bizantino.
No século IV, o imperador Constantino reconheceu o culto livre aos cristãos do Império Romano. A arte cristã primitiva evoluiu então para a arte bizantina. O mosaico foi a característica principal do período e suas características de criação influenciaram mais tarde a arte gótica.
Nos séculos VIII e IX, o mundo bizantino foi dilacerado pela questão iconoclasta, uma controvérsia sobre o uso de pinturas ou entalhes na vida religiosa. Toda representação humana que fosse realista poderia ser considerada uma violação ao mandamento de não adorar imagens esculpidas. O imperador Leão III proibiu qualquer imagem em forma humana de Cristo, da Virgem, santos ou anjos. Como resultado, vários artistas bizantinos migraram para o Ocidente. Em 843, a lei foi revogada.
Mosaico
O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina e, não se destinando somente a decorar as paredes e abóbadas, serve também de fonte de instrução e guia espiritual aos fiéis, mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas,e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino não se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem também os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é utilizado em abundância, pela sua associação a um dos maiores bens materiais: ouro.
Arquitetura
A arquitetura teve um lugar de destaque, operando-se nela a importantes inovações. Foi herdeira do arco, da abóbada e da cúpula, mas também, do plano centrado, de forma quadrada ou em cruz grega, com cúpula central e absides laterais.
A expressão artística do período influenciou também a arquitectura das igrejas. Elas eram planeadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada rematada por diversas cúpulas, criando-se edifícios de grandes dimensões, espaçosos e profusamente decorados.
A Catedral de Santa Sofia Silva é um dos grandes triunfos da técnica bizantina. Projectada pelos arquitectos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 1000000 metros apoiada em quatro arcos plenos. Esta técnica permite uma cúpula extremamente elevada a ponto de sugerir, por associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder absoluto. Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e chão de mármore polido.
Escultura
Este gosto pela decoração, aliado à aversão do cristianismo pela representação escultórica de imagens (por lembrar o paganismo romano), faz diminuir o gosto pela forma e consequentemente o destaque da escultura durante este período. Os poucos exemplos que se encontram são baixos-relevos inseridos na decoração dos monumentos.
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