segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Costumes - Renascimento

Renascimento


Renascimento, período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.
Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então predominante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade.
O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e portanto novas relações sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte.
Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como os gregos, os homens "modernos" valorizaram o antropocentrismo: "O homem é a medida de todas as coisas"; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem.
Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de novas relações de trabalho. A idéia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões.
Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo.
O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana.

Postado por Débora Pinheiro

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O mobiliário na Regência

                A Regência francesa caracteriza-se pelo período de transição entre dois grandes estilos; o Barroco representado pelo rei Luís XIV e o Rococó que tem como representante o rei Luís XV, nesse período transitório entre esses dois monarcas a França teve como Regente o duque Felipe D´Orleans.
             Época em que a arte ganha maior expressão, pois estava livre do controle e da disciplina real.
A riqueza já não é tão pesada, os móveis perdem um pouco da austeridade, os motivos são mais leves, as entalhaçoes em baixo relevo.






           É exemplo de uma maior leveza, as pernas das cadeiras que ficam ligeiramente curvas e as cadeiras nesse período ganharam um espaldar mais baixo, com formas mais leves que se adaptam melhor ao corpo, os braços com estofo, recuam em relação às pernas da frente, porém ainda há o domínio da simetria nas linhas, essa maior liberdade é um desejo que desponta em todo o século XVIII com uma mudança social e mental. 


          
             Muitas vezes, as mesas e as escrivaninhas terminam em “pé de cabra”, conhecidos também como cabriolet, que é uma das características deste período, detalhes como a Espagnolete (cabeça de mulher sorridente em bronze) juntamente com as curvas livres.





           As paredes ganham painéis de madeiras e o estabelecimento da companhia marítima das índias influência bastante no estilo do mobiliário fazendo com que uma decoração oriental comece a surgir com graça e estilo. Aparecem assim os papéis de parede, os tecidos, os biombos, as porcelanas.




             A madeira usada era o mogno, cerejeira ou ameixeira, folheadas ou não com madeira mais fina, pau-cetim ou jacarandá. No ornamento, marchetaria, incrustações e aplicações com motivos florais, chineses, pastorais e de concha.
Também o mobiliário pintado se tornou popular e um vernis usado pelos irmãos Martin (Vernis Martin) substituiu a laca chinesa.
           Charles Cressente foi um ebanista de destaque nesse período criando lindos trabalhos em bronze e marcheteria na madeira.
                                                   
 

             Surgiram móveis elegantes tipo a "bergère", a "chaise-longue", "chiffonnière", "table de nuit", etc. 


 Bergere

   
  As mesas tinham as pernas acabadas em "cabriolet" e tampo de mármore. 






            As camas eram em alcova ou com cortinados atrás da cabeceira. As cadeiras eram luxuosas e confortáveis, concavas, o espaldar mais baixo que no período anterior, e o estofamento era feito em brocado, tafetá ou tapeçarias de Beauvais e Gobelin, entrando também em uso os assentos de palhinha.





Fontes:
http://sylkellydecor.blogspot.com/2008/09/estilo-regncia-francesa.html
http://amadorouterelo.multiply.com/journal/item/254/254
http://moveisentalhado.blogspot.com/2010/10/historia-do-mobiliario-sheraton-e-adam.html
                                                                                              
                                                                     Postado por: Pamela Pereira
O móvel  da Idade Média contrapondo 
com o Estilo Gótico

A Idade Média deixou poucos registros de mobiliário. Os poucos exemplares são provenientes de igrejas e mosteiros, pois neste período eram freqüentes as batalhas, invasões e mudanças constantes. De maneira geral, a vida era rude, até mesmo para os nobres. Havia pouca mobília, que era transportada em viagens.
Os móveis eram dispostos ao redor das paredes dentro do espaço. Os espaços não possuíam funções definidas, como dormir, cozinhar, receber. Nas primeiras cidades, era comum uma família compartilhar um grande salão, onde eram colocadas camas e mesas, muitas vezes movimentadas de acordo com a necessidade.


            
               O mobiliário medieval também possuía múltiplas funções, como por exemplo, a arca-banco. Móveis de assento também serviam para guardar ou armazenar utensílios, assim como alguns modelos eram desmontáveis ou dobráveis, demonstrando a preocupação em transportá-los.

Arca banco


O Mobiliário Gótico era feito geralmente e carvalho deixado ao natural,eram de proporções pesada retangular e simples com pesadas ferragens usadas mais como proteção do que como embelezamento.

        Destacaram-se nessa época as arcas ou cofres, cadeiras,camas,bancos e mesas.

·   Arcas ou cofre
Serviam para guardar roupas e eram usadas também como cama ou assento,seriam precursoras dos armários e cômodas.


         ·        Cadeiras
 Em forma de trono com dossel para os senhores,pessoas de menor importância utilizavam banquetas de dobrar em forma de X.



              ·        Camas

Eram altas,fechadas por cortinas,tapeçarias ou tecidos pesados.




             ·        Mesas

Longo tablado colocado sobre cavalete nas horas das refeições.




Curiosidade: Xadrez  Medieval no Estilo gótico



Fontes:
http://historiadomobiliario.blogspot.com/2010/03/o-movel-medieval.html
http://sylkellydecor.blogspot.com/2008/07/estilo-gtico-1200-1500.html
http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/arte_medieval.htm
                                                  

                                                     Postado por: Pamela Pereira


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um pouco sobre os primórdios do mobiliário

            A madeira é o material mais comumente utilizado na fabricação de móveis. As técnicas mais primitivas de trabalhar a madeira consistem em escavá-la ou queimá-la, mas ambos os métodos desperdiçavam muita madeira. No antigo Egito, no período das primeiras dinastias (3100-2890 a.C.), onde a matéria prima era escassa, eles chegaram a usar técnicas muito sofisticadas. Mas com a queda do Império Romano, esses métodos primitivos de confecção de móveis (escavar e queimar), voltaram a ser adotados em muitas regiões da Europa, principalmente para fazer arcas.                                                                                                                  
           Quando a fabricação de um móvel exigia pedaços de madeira maiores que os fornecidos por um único tronco de árvore, tornou-se necessário encontrar um jeito de unir partes distintas. O método mais simples encontrado consistia em atá-las em cruz, com correias de fibra vegetal ou couro. Mas a “moldura” assim obtida tinha de ser preenchida, e para isso usavam tábuas, preferencialmente do mesmo tamanho. Originalmente, os antigos marceneiros conseguiam as tábuas inserindo cunhas no tronco da árvore, fazendo-o rachar no sentido dos veios da madeira.                                                                                                                                         
           Depois cortavam as tábuas no tamanho desejado e as alisavam usando uma enxó. Mas este instrumento, que é o mais antigo instrumento de trabalhar a madeira, não é muito eficaz para cortar a madeira transversalmente ao veio. A serra é muito mais eficaz para cortar a madeira transversalmente ao veio.








Sociedade, costumes e cotidiano.

No mundo Medieval a posição social da sociedade era definida pela posse ou propriedade de Terras que expressavam a riqueza do feudo. De modo geral a sociedade se concentrava no campo e a expectativa de vida era baixa, viviam aproximadamente 40 anos, mas também muitas crianças morriam ainda na infância por motivos de doença.
Além disso, não haviam sistemas de esgoto e tratamento de água favorecendo surtos de doenças como a Peste Negra, Tuberculose, sífilis e doenças generalizadas causadas pelos maus cuidados de ferimentos.
A Igreja controlava e organizava a sociedade e como a população era muito supersticiosa o poder Divino era muito forte. As doenças eram consideradas punições dos pecados e para se livrar dos pecados as pessoas faziam então penitências, compravam indulgências e procuravam viver de acordo com os mandamentos da Igreja.  Mas, como nem sempre conseguiam manter  uma vida regrada, casta e desapegada das coisas e prazeres materiais, homens e mulheres viviam em constante preocupação com a morte e com o julgamento de Deus.
Nessa época ainda não se tinha um Estado organizado então a Igreja fazia ditava a lei. Não havia registro de nascimento então as crianças eram batizadas logo após o nascimento pois os pais queriam garantir um lugar no Paraíso aos seus filhos. Também não existia o Casamento Civil, o que se tinha era um contrato feito entre as famílias onde entregavam a noiva, geralmente aos 12 anos, ao futuro marido com o dobro de sua idade, em troca de terras ou outros dotes. Geralmente quem se casava era o filho mais velho e os outros se tornavam membros do clero ou cavaleiros errantes, já que toda a herança dos pais era reservada para o filho primogênito. As mulheres que não se casavam iam para conventos ou se tornavam damas de companhia das casadas.
As famílias camponesas eram as responsáveis por cuidar de todo o feudo e de seus lotes, homens, mulheres e  crianças realizavam qualquer tipo de trabalho que fosse necessário para o crescimento bem como para o sustento do feudo. Os lares desses camponeses eram bastante simples. Viviam em cabanas com chão de terra batida, escuras e úmidas além de enfumaçadas, pois geralmente elas tinham um cômodo e para serem aquecidas o fogareiro ficava no meio da cabana. O mobiliário era rústico e basicamente só tinham mesa e bancos de madeira e colchões de palha.
As moradias dos nobres se modificaram ao longo do tempo. Nos primórdios os castelos possuíam uma torre, onde habitava a família do senhor, e eram feitos de madeira, sendo muito vulnerável a incêndios e a ataques de invasores. Mais tarde tornaram-se comuns as construções em pedra e tijolos e os castelos ganham novas dependências, como celeiros, estábulos, muralhas, fossos e torres de vigia, para sua defesa. A mobília se sofisticou e os nobres passaram a usar tapeçaria e pratarias vindas do Oriente. O interior do castelo era amplo, mas frio, com pouca comodidade.









 BRUEGEL, Pieter. Dança dos camponeses. 1568. Óleo sobre madeira de carvalho: colorido; 114 x 164 cm. Museu Kunsthistoriches, Viena.












VERONESE, Paolo. Bodas de Cana.1563. óleo sobre tela: color.; 6,66 x 9,90 cm. Museu do Louvre, Paris.
















Postado por Bruna Danda
*Mesopotâmia: “terra entre rios” – região do crescente fértil que compreende os vales do Nilo e do rio Jordão;

}  A humanidade e o tempo destruíram todo o mobiliário de madeira da Mesopotâmia, com exceção de alguns fragmentos.
}  Aquilo que sabemos baseia-se em relevos murais, em decorações de marfim e bronze e em selos cilíndricos. As pequenas dimensões destes selos não permitem dissernir os pormenores, mas nos fornecem, em relação a um período bastante extenso, as melhores ou as únicas indicações dos mobiliários dos acádios e sumérios.






Trono e mesa assírio


Decoração Mural Assíria


Móveis de estilo assírio













 Mobiliário Romano
O mobiliário romano é derivado do móvel grego, mas distingue-se pela suntuosidade e pelo emprego de materiais nobres, como o bronze e o mármore. Os móveis romanos possuem grande variedade de tipos, divididos entre o uso comum e o uso cerimonial.
O vocabulário decorativo do mobiliário inclui os carcaterísticos pés com forma de patas de leão e também cariátides e outras figuras mitológicas que ornamentam  detalhes.
O destaque do móvel romano está no entalhe e nos pés torneados e pintados em cores brilhantes ou então embutidos em madeira contrastando, montados com encaixes de bronze.
Entre os móveis de assento, o lectus era um dos mais importantes. Utilizado como assento e repouso, sobretudo em cerimônias e banquetes. Confeccionado em madeira, tinha uma cabeceira ornamentada com motivos decorativos em bronze, que servia como apoio para o braço quando se estivesse recostado.
Outro móvel de assento utilizado pelos romanos era a sella curulle, um modelo sem encosto, derivado dos bancos, porém com dimensões maiores.



Bruno Vieira.